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O limite de 700 custom fields do Jira não vale para o site inteiro

O Jira Cloud limita custom fields a 700 por space, e não no site inteiro, e um mesmo campo pode contar em vários spaces ao mesmo tempo. O que os guardrails da Atlassian dizem de fato, o que acontece quando um space chega no limite, e em que ordem auditar.

Por Numeric Oasis Technologies 5 min de leitura

O Jira Cloud limita custom fields a 700 por space, e não 700 no site inteiro. A documentação de guardrails da Atlassian diz as duas metades disso com todas as letras: o limite é “700 per space (fields included in field configuration schemes associated with the space)” e “there is no limit on the total number of custom fields that can exist across the site”. A cobrança desse limite começou em março de 2026.

Essa diferença pesa mais do que parece. Se você vinha contando o total do site e se desesperando, ou contando e ficando tranquilo, estava olhando para o número errado.

O que o limite conta de verdade

Ele conta os campos que um space alcança através dos seus field configuration schemes. Não os campos que existem. Não os campos que alguém usa.

A consequência está em mais uma frase da mesma página: “a field can count toward more than one space if it is included in schemes associated with those spaces”.

Ou seja, um único campo ligado a quarenta schemes conta quarenta vezes, não uma. A sua exposição não é o total de campos dividido pelo número de spaces. É o que o seu pior space está carregando, e uma média bonitinha esconde fácil um space que está a dois campos do limite.

Campos na lixeira já saíram da conta

“Trashed fields don’t count toward the 700-field limit.”

Vale saber antes de planejar qualquer coisa drástica, porque muda o que conta como progresso. Mandar um campo para a lixeira já reduz o número, e é bem mais fácil de aprovar do que uma exclusão.

O que acontece quando um space chega no limite

“If a space reaches either limit, Jira prevents an administrator from associating additional fields or work types with that space until usage is reduced.”

Leia com calma, porque é bem menos dramático do que a palavra “limite” sugere. Nada é apagado. Nada é arquivado nem desativado. As pessoas seguem criando e atualizando itens de trabalho naquele space. Os outros spaces não são afetados. O que para é a sua capacidade, como administrador, de ligar qualquer coisa nova àquele space específico.

É um bloqueio administrativo, não uma queda. Isso muda a urgência, e muda também para quem você explica o assunto: quem sente primeiro é o admin com uma solicitação de mudança na mão, não o usuário.

Por que “por space” muda a limpeza que você faz

Se o limite fosse do site inteiro, o trabalho seria simples e bruto: apagar campos até o número cair.

Como é por space, o trabalho é outro. Você está reduzindo a exposição nos spaces mais próximos do limite, o que não é a mesma tarefa e quase nunca são os mesmos campos.

Duas consequências que pegam todo mundo de surpresa:

  • O campo caro é o que está ligado em todo lugar. Um campo que um time usa de verdade, mas que está em todos os schemes do site, custa uma posição em cada space. É um alvo de limpeza melhor do que um campo que ninguém usa e que só existe em um space tranquilo.
  • Apagar campos sem uso em um space saudável não compra nada. Dá sensação de produtividade. Não mexe em nenhum número que o Jira esteja de fato cobrando.

Em que ordem auditar

  1. Ordene os seus spaces por proximidade dos 700. Todo o resto é ruído até você saber onde está a pressão. Um space em 680 é um problema; quarenta spaces em 200 não são.
  2. Dentro desses spaces, ache os campos sem uso real. Não os que parecem sem uso. Os que não recebem escrita, com data para comprovar.
  3. Ache as duplicatas. Anos de migrações e de admins que foram embora deixam “Cliente”, “Nome do Cliente” e “Customer” significando a mesma coisa em três telas diferentes.
  4. Veja de onde cada campo veio. Apps desinstalados costumam deixar os campos para trás, e esses são os mais fáceis de justificar, porque não têm dono.
  5. Só então olhe telas e contextos, para saber o que uma remoção vai tocar antes de tocar.

Antes de remover qualquer coisa, exporte

Apagar um custom field no Jira leva os dados dele junto, em todo lugar, e não existe desfazer para os valores. Exporte o inventário completo antes: campo, tipo, origem, telas, contextos, último uso e quais projetos usam. Se a limpeza se mostrar errada, a exportação é o único registro de como a configuração era.

Esse também é o artefato que torna o trabalho defensável. “Removemos 180 campos” é uma história. Um CSV de antes e depois é prova, e é o que uma migração ou uma auditoria vai pedir lá na frente.

Onde o Field Scout entra

A gente publica o Field Scout, um app gratuito em Forge que faz exatamente essa auditoria e mais nada.

Ele classifica cada custom field como Active, Stale, Likely Unused ou Unused a partir do uso real no Jira, e não de achismo, aponta possíveis duplicatas por nome exato e por nome parecido, abre o uso por projeto, mostra de qual produto ou app cada campo veio, e exporta o inventário inteiro em CSV em quatro modos, incluindo uma lista de limpeza e uma auditoria de telas. Roda em Atlassian Forge, dentro do seu próprio ambiente Atlassian, e lê o seu Jira em vez de editar, então rodar a auditoria não cria nada para você desfazer depois.

É gratuito no Atlassian Marketplace. Se você preferir fazer isso com JQL e uma planilha, a ordem acima continua valendo, e continua sendo a ordem certa.

Resumindo

O número para acompanhar é o seu pior space, não o seu site. Um campo conta uma vez em cada space que consegue alcançá-lo. Campos na lixeira já pararam de contar. E bater no limite bloqueia um administrador, não um usuário, o que te dá tempo de fazer a limpeza direito em vez de na correria.

A gente constrói apps do Atlassian Marketplace.

Apps em Forge para Jira e Confluence Cloud que rodam dentro do seu próprio ambiente Atlassian. Seus dados ficam onde já estão, e a sua análise de segurança cobre uma plataforma que você já aprovou.